Nasceu em 1919 em Lisboa. Conclui a licenciatura em Medicina em 1944, tendo exercido clínica médica em Cascais desde 1945.

Em 1950, a convite do Prof. Francisco Gentil participa, juntamente com o Prof. Júlio Palácios, na concepção, instalação e colocação em serviço do Serviço de Rádio-Isótopos do Instituto Português de Oncologia. Entre 1952 e 1958 exerceu o cargo de Director daquele Serviço.

Bolseiro do Instituto de Alta Cultura entre 1952 e 1963 e membro da Comissão de Energia Nuclear do mesmo Instituto, efectuou, então, investigação experimental no Instituto de Medicina Tropical.

Embora com uma curta actividade como investigador, foi autor ou co-autor de 16 trabalhos científicos publicados em revistas médicas Portuguesas e estrangeiras e de um livro editado em Espanha em 1959. Dessas publicações merecem destaque Victor Hugo Franco and Mário Gentil Quina, “Pneumo-Thyroid. A New Procedure for Determining the Mass of the Thyroid Gland for the Radioiodine Treatment of Hyperthyroidism”, British Journal of Radiology, vol. XXIX, No. 334, pp. 434-439 e “An Accurate Method for the Treatment of Hyperthyroidism” que foi um dos únicos 8 trabalhos terapêuticos aceites para discussão e publicado nos Proceedings da 1st International Conference for Peaceful Uses of Atomic Energy organizada em Genebra, Suiça, em 1955 pela ONU.

Pessoa de fino trato, para além de investigador, Victor Hugo Franco foi, acima de tudo, um clínico considerado pelos seus pares e pelos muitos pacientes que nele sempre encontraram um amigo. Atento até ao último momento ao que se passava, não só à sua volta, mas em todo o Mundo, não dispensava a leitura diária da imprensa escrita e os noticiários televisivos. Homem culto e eclético, gostava de dividir os seus tempos livres entre a música e o desporto, nas suas várias formas: ténis, modalidade em que se notabilizou, bridge e xadrez foram algumas das suas paixões.

Em 2000, e homenageando a sua esposa, promove a criação da Fundação Maria Inês de Menezes Vaz de Sampaio a qual inicia actividades em 2005. Para além de fundador e único benemérito, desempenhou até à sua morte, em 2010, o cargo de Presidente do Conselho de Administração.